Encontro com Bill Gates e George R. R. Martin

Hoje foi excepcional. Encontrei sem querer duas figuras pra lá de carimbadas na TV americana e, de certa forma, aqui no Brasil em sites e muitos blogs: Bill Gates e George R. R. Martin. Mas, antes que alguém acredite que seja de fato verdade, eu esclareço: óbvio que eram apenas pessoas comuns muito parecidas com os famosos e gênios – um da informática e o outro, escritor da obra primorosa As Crônicas de Gelo e Fogo.

Meu encontro com essas “personalidades” aconteceu de relance após um dia inteiro de trabalho. Confesso que não estava tão cansado, embora oito horas de trabalho sejam capazes de fazer a gente ter alucinações com uma boa cama no final do expediente.

Contudo, meu dia foi de poucas preocupações, algumas horas á toa na empresa e muitas manchetes de jornal lidas na internet. Faço isso quando posso, claro. Mas hoje acho que exagerei um pouco. Admito, passei do limites e li inúmeras manchetes nos principais sites noticiosos.

Meu consumo de informação foi tanto que agora nem me lembro ao certo qual foi mesmo a primeira matéria que li envolvendo essas causas que o Bill Gates financia. Então, isso fixou-se no meu subconsciente. Ficou lá, guardado para mais tarde quase se materializar em uma pessoa na minha frente no trajeto que faço do trabalho para o ponto de ônibus, no centro da cidade onde eu moro.

Franzino, com aquela aparência de nerd, cheio da grana e andando livremente entre as pessoas. Um Deus do Olimpo da informática entre os pobres mortais. Tudo rápido como um flash de uma máquina fotográfica. Um, dois segundos… Passou. Passou por mim. Olhei novamente e o rosto, a forma caricatural, já havia desaparecido no emaranhado de outros rostos. Outras gentes.

Com George Martin foi algo um pouco mais fanático. Confesso que entrei em um blog sobre a série Game of Thrones (adaptada de seus livros) depois do meu horário de almoço na empresa. Li vários posts sobre a próxima temporada que estreia na HBO em abril (estou tão órfão de séries… rsrsrs); e, como sempre, fiquei um pouco angustiado, pois falta muito tempo e é muito ruim esperar tanto, mas não esperava o que viria a seguir. O outro agravante que me fez ver de perto o tio Martin.

O que, acredito eu, me levou a ter alucinações na rua às 18h30 com R. R. Martin foi a compra de dois dos seus livros da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Consumismo é fod@ mesmo. No mesmo trajeto que faço pra casa tem uma loja dessas redes que vendem de tudo um pouco e vez ou outra fazem umas promoções fodásticas. Eu entrei sem a intenção de comprar, já esperando uma promoção qualquer me abordar e me fazer abrir a carteira (no final do mês).

Resultado: lá estavam os dois livros numa promoção arrasadora. Só R$19,90. Tive que comprá-los. Apressei-me depois de pagar pelas minhas duas novas aquisições e fui embora. Na cabeça, a imaginação de como será bom ler e devorar cada uma das páginas desses livros.

Com a minha felicidade comprada, fui andando normalmente pela calçada, que àquela altura estava cheia de pessoas indo e voltando de seus compromissos. Não estava olhando muito para a cara das pessoas. Se passasse alguém conhecido talvez até ficasse no vácuo. Minha distração costuma passar dos limites.

Bom, mas mesmo distraído pude notar que a passos curtos, à minha frente, andava um senhor de 1,60 metro de altura ou mais, gordinho, faixa etária por volta de uns 60 e barbudo. Uma descrição muito comum para muita gente com esse biotipo, é verdade. Só que o que me chamou mais atenção era a roupa. Um típico suspensório. A marca de George. Pronto: era ele.

Durante mais de cinco segundos eu o segui. Fitei-o a uma distância de uns sete passos enquanto andava. Quase me enlouqueci e me perguntei por um segundo se não estava ficando doido. Foi aí que ele, então, entrou em uma porta de um prédio onde ficam várias clínicas médicas e odontológicas. Desapareceu. Eu continuei olhando para frente e andando depressa para chegar no ponto de ônibus na hora certa.

Apesar dos encontros inesperados, prossegui sem perceber as pessoas. Somente seguindo em direção à minha casa depois de mais um dia de trabalho.

 

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