O exemplo do futebol brasileiro 2013 para os jovens

A decisão do STJD não foi nada exemplar para Brasileirão 2013. Nas últimas semanas do ano, as notícias do “Campeonato do Tapetão” ou, como muitos chamam por aí, Campeonato Brasileiro, ganharam páginas de vários jornais.

Muitos acharam legítima a permanência do Fluminense na série A e a punição à Portuguesa, que foi jogada no limbo depois da decisão judicial.

Eu, no entanto, entendo que faltou competência dos órgãos que regulam o futebol para jugar com seriedade o caso.

Mesmo que eu seja um pouco leigo nestes pormenores das decisões judiciais, acredito que faltou empenho do STJD para decidir desportivamente.

As decisões políticas prevaleceram sobre qualquer bom senso existente nestas decisões. E essa foi a impressão que ficou.

Contudo, o que tem me chamado mais a atenção é a displicência de certos clubes brasileiros com a desorganização ameaçadora de tudo relacionado a esporte no país.

No momento em que boa parte dos estádios não está pronta para receber torcedores para a copa, a vergonha é mais um capítulo desconfortável dos péssimos exemplos deixados no futebol para os jovens (veja aqui um post sobre selvageria fora dos gramados entre as torcidas do Atlético-PR e Vasco).

Jovens criados nos gramados para aprender um pouco o que é disciplina e a trabalhar em equipe. Jovens que veem nos adultos que representam a elite do futebol brasileiro um espelho para as suas vidas.

Eu também fui um desses jovens adolescentes, apesar das raras vezes que cheguei a treinar em um clube de futebol do bairro da minha cidade.

Lembro até hoje de ter ouvido o meu treinador falar que o que ele estava tentando passar era muito mais do que o aprendizado das técnicas para um bom futebol. Era um aprendizado para a vida.

Ele queria que todos nós continuássemos a “jogar limpo” também fora dos gramados. Por exemplo, em casa, respeitando a família. Aqueles que não sabiam respeitar as pessoas fora de campo, conheciam, pelo menos um pouco, o rigor da disciplina dentro dele. Eram submetidos a se comportarem desportivamente o tempo todo.

Dessa forma, também aprendiam que somente querer não basta. Para conquistar é preciso muito suor e trabalho duro. Nenhuma vitória vem sem batalha e preparação.

Para legitimar a vitória você tem que ir para dentro de campo. Pelo menos foi dessa forma que eu também aprendi. Talvez eu até me convença do contrário com o passar dos anos, mas não agora.

Então, o que de fato fica de exemplo? Que a sucessão de erros dos clubes na escalação dos jogadores foi a responsável direta pela decisão do STJD? Que os clubes deveriam ter sido punidos logo após as escalações ilegais de seus jogadores? Que a decisão do STJD beneficiou um clube grande que dentro de campo não teve méritos? E os méritos da portuguesa durante todo o ano nos gramados para se segurar na elite do campeonato?

Que em 2014 o futebol brasileiro não tenha mais espaço para maus exemplos. Que o verdadeiro jogo seja jogado em campo, sem tantas decisões políticas que interferem na festa dos torcedores; e que, finalmente, os jovens passem a ver bons exemplos dentro e fora dos campos.

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